Na nossa Doutrina, o médium que
é consciente, vigilante e racional, sem incorporar, é denominado DOUTRINADOR.
Sua fita tem o símbolo - a cruz -, seu colete e sua capa têm a cruz nas costas e, no escudo,
existe um sinal de divisão que indica a sua capacidade de separar objetivamente
os planos vibracionais, distinguindo o que é da Terra e o que é do Céu. Sua
mediunidade funciona com base no sistema nervoso central ativo, onde a vontade
e a consciência predominam, assumindo o comando de seu sistema neurovegetativo.
O Doutrinador corretamente mediunizado se liga a seus Mentores e se torna
receptivo dessas forças superiores, tornando-se polo emissor de energias
positivas, vibrações que podem ser transmitidas por suas palavras, pela
aplicação das mãos, pelo olhar e até mesmo pelo simples pensamento direcionado.
Diferente do doutrinador de outras correntes espiritualistas, o Doutrinador do
Amanhecer tem seu plexo iniciático preparado pelo trabalho de Koatay 108, que
buscou dar com sua atuação, a base científica do mediunismo utilizado em nossa
Corrente, sendo, assim, a primeira passagem na Terra de uma falange de
Doutrinadores encarnados com plexo iniciático. Assim, cabe ao Doutrinador,
entre outras, as principais funções: estudar, apreender, interpretar e
conceituar a Doutrina do Amanhecer; ter a responsabilidade de ser instrutor dos
médiuns em desenvolvimento; dar assistência e manter o controle de todo e
qualquer trabalho de incorporação, aprendendo a conhecer as entidades e agindo
conforme a natureza daquele espírito que se apresenta; conhecer todas as Leis,
sabendo abrir e encerrar os trabalhos, bem como ter capacidade para
comandá-los; aplicar corretamente o passe magnético nos Aparás, após a
incorporação, e nos pacientes; buscar manter o equilíbrio e a harmonia em seu
redor, porque sabe que, com seu potencial mediúnico, tem condições para
controlar um ambiente sem a necessidade de qualquer gesto. No primeiro dia em
que comparece para iniciar seu Desenvolvimento, o médium faz um teste para
verificar o tipo de mediunidade de que é portador, momento em que toda a
atenção deve ser dispensada aos chegantes, pois a tentativa de desenvolver a
mediunidade de um Doutrinador nato como médium de incorporação, por seus plexos
inferiores, leva a conseqüências imprevisíveis. Uma das características da civilização
atual é a confusão entre os planos vibracionais tão diferentes: o plano
transitório da alma, que é produzida, como o corpo, a cada encarnação, e o
plano transcendental do espírito, que é sempre o mesmo. Cada um desses planos
se manifesta em nosso campo consciencional de modos totalmente diferentes, e o
Doutrinador sabe como agir e interagir de forma objetiva em cada plano, fazendo
disto a base de sua missão, isto é, transformando sua personalidade num
instrumento de ação do seu espírito, de sua individualidade, exercendo
plenamente suas funções mediúnicas, que visam a ligação dos Planos Superiores
com a Terra. Quando falamos da Doutrina do Amanhecer (*) vimos que ela se
dedica à prática dos aspectos objetivos do Sistema Crístico, ligando seus campos
vibracionais aos planos da Terra. Essa é a função do Doutrinador: agir dentro
das Leis Crísticas para fazer funcionar o Sistema Crístico na Terra. Mesmo que
tenha dificuldades para ler estas Leis nos Evangelhos, aprenderá através de sua
mediunidade. Neste ponto reside toda a trajetória do médium Doutrinador. Se ele
se dispuser a ser apenas um medianeiro, um intermediário de um Sistema vivo e
atuante, exercendo plenamente o amor, a tolerância e a humildade, certamente se
tornará um Doutrinador propriamente dito. Mas, se quiser apenas manter-se no
plano de sua personalidade, preso a conceitos e preconceitos, submisso aos
anseios da alma e do corpo, não será, jamais, um Doutrinador - apenas um médium
desperdiçado. O Doutrinador não tem outra escola que não seja a própria vida,
suas lições pacientemente aprendidas no Templo, no lar, em seu local de
trabalho material, na rua, enfim, onde estiver, aprendendo a aplicar o Sistema
Crístico corretamente em cada acontecimento, o que significa decidir sobre a
forma, a intensidade e a duração dessa aplicação. Por isso é preciso que
esteja, permanentemente, alerta e receptivo. Alerta para poder perceber cada
detalhe do fato, e receptivo para poder receber a orientação de seu próprio
espírito. O Doutrinador não corre atrás da Doutrina. Atento, deixa que a
Doutrina chegue até ele. Estabelece seu próprio programa, de forma a não
conflitar com o seu padrão de vida, sua cultura e sua disponibilidade, e
aprimora sua técnica, isto é, sua maneira de fazer as coisas. O Doutrinador é o
guardião do Apará, e por isso a sua responsabilidade é enorme no que diz
respeito a mistificações e mensagens com interferências de Espíritos Inluz.
Deve aprender a conhecer muito bem as incorporações, pois há inúmeros casos de
Espíritos das Trevas que incorporam sem os sinais do sofredor (enrijecimento
muscular, contração das mãos, etc.). Deve saber lidar com as diversas classes
de sofredores e obsessores, buscando aplicar sua doutrina corretamente, com
amor e propriedade. A Doutrina do Amanhecer é uma Ciência, por isso é
necessário que sejam aprendidas suas técnicas de trabalho. Nos menores gestos,
desde o seu comportamento no Templo até na aplicação de chaves, passes
magnéticos, enfim, em toda sua atividade nos trabalhos e rituais, está
envolvida uma refinada técnica, que deve ser bem compreendida e aplicada pelo
Doutrinador, para que seja eficaz e eficiente sua participação e, com isso, se
sinta cada vez mais seguro. Tia Neiva deu permissão para que o Doutrinador
pudesse, em casos de extrema necessidade e excepcionais, desenvolver outros
tipos de mediunidade que utilizam somente os chakras e plexos superiores, tais
como a psicografia, a vidência, a olfação e a audição, porém sob observação e
com a consciência de que essas funções podem prejudicar sua objetividade e sua
sensibilidade e acuidade como médium doutrinador.

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