O
fenômeno da incorporação
A
Palavra médium em latim significa “meio”, somos um meio para que algo aconteça,
não somos nem o principio e nem o fim, a mediunidade não é uma criação de
doutrina espírita, isto é da individualidade, é de cada ser. Todos somos
médiuns todos temos a faculdade de sermos medianeiros entre planos, e são
varias as mediunidades conhecidas, na nossa doutrina para finalidade de nossa
missão temos duas mediunidades o doutrinador que nasceu na doutrina do
amanhecer e já descrito neste blog. A outra é a mediunidade de incorporação já
é antiga, temos relatos desde a época do reino de Salomão, no vale do amanhecer
este médium é denominado apará, este
mesmo médium que já vem com sua faculdade mediúnica, já incorpora, após receber
aulas, consagrações se torna o apará que é o médium em uma outra condição, pelo
seu plexo iniciático.
O apará é o médium cuja tônica ectoplasmática é maior no plexo solar, na
região
umbilical. Esse plexo nervoso é a maior
concentração de nervos do corpo humano, um intrincado cruzamento nervoso, com
ligações por todo o organismo. Pertence ao sistema autônomo, também chamado
neurovegetativo, ou seja, que faz funcionar os órgãos sem a vontade, sem que se
tenha consciência disso. Assim funciona a maioria dos órgãos internos e,
parcialmente, outros órgãos.
O ectoplasma,
ativando o plexo solar acima da tônica normal, produz toda uma série de
fenômenos, que resultam na chamada incorporação. Tais fenômenos são opostos aos
da mediunidade de doutrina.
O sangue afluindo
com maior pressão nessa região, empobrece a irrigação cerebral e, com isso,
amortece os principais sentidos. A força do plexo solar é transmitida aos
plexos vizinhos, proporcionando um espectro amplo de ligação com os chakras.
A emissão fluídica
resultante reflete o processo nervoso da região, relativamente alheia ao
processo psicológico. Nela entra muito menos a vontade do médium do que na
emissão do Doutrinador.
Isso esclarece a
questão da incorporação. Tanto no Doutrinador como no Incorporador, o fenômeno
básico é o mesmo, ou seja, a presença da energia ectoplasmática e a ligação com
os chakras. A diferença existe, apenas, na exteriorização, na manifestação do
fenômeno.
Se o médium recebe
a influência na cabeça, ele age pelo processo psicológico; se essa influência
se faz no meio do corpo, ele age pelo processo fisiológico.
A partir desse
fenômeno, podemos classificar as mediunidades com o relativo isolamento de cada
uma. Mas, não podemos esquecer que o que acontece numa parte do corpo reflete,
automaticamente, em todo o corpo. Se acendermos uma lâmpada num aposento de uma
casa, é muito difícil que os outros compartimentos permaneçam completamente
escuros.
Por estar mais
próxima das funções básicas do corpo físico, a mediunidade de incorporação é de
assimilação mais imediata, sendo por isso do domínio de maior número de
pessoas.
Por outro lado,
ela abrange uma faixa ampla de manifestações, que vão desde a simples
incorporação de espíritos sofredores até às mais complexas formas de
comunicação espiritual. Talvez, pelo teor emocional, a incorporação é mais frequente
no médium feminino. Já o médium Doutrinador se inclina para o racionalismo,
sendo esse o provável motivo de se encontrar maior número de Doutrinadores
entre os homens.
A incorporação tem
um sentido mais horizontal que a doutrina, pois esta se expande em sentido
espacial.
Por essa razão, o
desenvolvimento do médium de incorporação obedece a um esquema diferente do
Doutrinador.
A mediunidade é um fator natural biológico,
como os outros sentidos que temos para nosso benefício, nos é que temos que
decidir que uso faremos; para o bem ou para o mal? E se não fizermos nada, esta
energia que recebemos diariamente, nos deixará em desequilíbrio constante, como
algo que transborda num balde que fica a receber uma gota diariamente sem uso.
Salve
Deus!!
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